2 de agosto de 2013

Pensando sobre Violência 1



As fotos chocam e enojam, estampam a realidade cruel, desnorteante, seca e bruta. Leva-nos a raiva e a revolta. Faz emergir o sentimento de vingança, cruel e animal. Se roubou, cortem-lhe as mãos. Se matou, tem que morrem. Se queimou,  têm de ser queimado. Porque temos de ser humano com ele, se ele não foi comigo? (ou melhor dizendo - abaixo os direitos humanos!).

Os fatos, analisados racionalmente,  trazem a clareza da situação e nos fazem pensar porque, como, quando ... Cria a lógica no caos. Responde ao “e agora o que fazer?”.

A grande resposta que todos procuramos frente ao desespero desta violência cada vez mais absurda é – A PROBLEMA DA VIOLÊNCIA TÊM SOLUÇÃO, É POSSÍVEL RESOLVE-LO! Leva um pouco de tempo e devemos agir agora. Vamos nos informar, nos munir de dados que venham a criar uma visão crítica de todo este processo.  E por isso repasso algumas informações.

O índice de homicídio no Brasil permaneceu a mesmo de (26,2 mortes/100.000 hab) entre 2000 e 2010, sendo que em 2003 chegou a quase 29 mortes/100.000 hab (Isso mesmo, já foi pior!)
A taxa de homicídios da Bahia passou de 9,4 para 37,7 mortes/100.000 hab (a que mais cresceu!) e São Paulo, de 42,3 para 13,9 (a que mais diminuiu!). São Paulo deve estar fazendo alguma coisa de certo e a Bahia muita coisa de errado.

Pensando sobre Violência 2



Dois exemplos de como lidar com a violência - Nova Iorque e Bogotá, duas cidades em diferentes estágios sócio-econômicos. Entre 1993 e 2003 elas reduziram suas taxas de homicídio drasticamente. Nova Iorque reduziu de 14 para 4 mortes/100.000 hab e Bogotá de 70 para 30 mortes/100.000 hab (hoje a taxa de Bogotá é de 16,9 homicídio/100.000 hab – menor que a do Brasil, que é de 20,4 mortes/100.000 hab).

Algumas ações realizadas nessas cidades podem ser repetidas nas nossas  - atacar a corrupção policial; agilizar as decisões do judiciário; aparelhar a policia com tecnologia, priorizando os setores de inteligência; atuar com tolerância zero para os pequenos delitos (cortar o mal pela raiz!) e nos crimes de colarinho branco (um bom exemplo vale mais que mil palavras!) , compartilhar informações entre os órgãos de segurança estaduais e com outros países, e mapear áreas criticas para adoção de políticas emergências como lei seca a partir  das 11:00 hs e toque de recolher, dentre outras.

Tirar dos juízes o dever de fazer justiça e entregá-lo a própria população (via força policial), pedir mudança de leis que endureçam as penas (se as existente nem são cumpridas!), fechar os olhos aos direitos humanos (elas existem em nossas prisões?), achar que a pena de morte vai diminuir a violência (sem comprovação real da eficácia), clamar pelo surgimento de um ente salvador da pátria (como a volta dos militares ao poder) são ações que comprovadamente não trazem resultados, apesar de aplacarem nosso sentimento de revolta.

Vamos lutar pelas ações testadas e que geraram resultados concretos. Não podemos perder mais tempo!