22 de setembro de 2013

Um país medíocre!

O Brasil, como sempre, vem se mostrando um país medíocre, pois na melhor das hipóteses se encontra na média do mundo.

Vejo nossos governantes afirmando que o país vem melhorando nisso e naquilo. Que o PT fez isso, que o PSDB fez aquilo, que o PV plantou tantas árvores, que o DEM construiu tantos viadutos (mesmo sem acabá-los!), que o PSC vai resgatar os gays, que o PMDB fez tudo de bom (e roubou um pouquinho mais que os outros!). E que a REDE, de Marina Silva, vem aí pra salvar tudo e todos!

Somos um país instável (o oposto do que nos disse FHC!), somos um país sem credibilidade internacional (contrariamente do que pregava Lula!) e somos um país injusto socialmente e incapaz economicamente (diferente do que apresenta Dilma!).  A mais de vinte anos não temos um projeto de governo decente que sobreponha os interesses partidários para além da próxima eleição. Nossos governantes se apresentam como realizadores; se intitulam planejadores; se colocam como salvadores e, na verdade, são lobos travestidos que trabalham em proveito próprio.

Somos incompetentes, pouco criativos, com uma educação deficitária e somos acomodados; muito acomodados! Não vejo mudanças a médio prazo, não vejo planejamento, não vejo seriedade. Assisto pessoas desinformadas ou meio informadas com posições sem nenhum embasamento, sem saber de que ou como reclamar e exigir seus direitos.



Quanto ao que foi feito... O Brasil cresceu de 1980 até hoje na mesma velocidade que cresceu o mundo. E estamos na média do mundo ou até um pouco menos em renda per capita (daí o medíocre!). Se nos compararmos com Polônia, Argentina, Coréia, Chile e México, veremos que, em 1985, tínhamos uma posição superior a todos. Ao longo dos anos fomos ficando para trás.

Como estamos crescendo se estamos abaixo da média? Como estamos distribuindo renda se somos um dos mais desiguais do mundo e não estamos aproveitamos o “bônus do crescimento”? Porque concordamos com um estado interventor que beneficia os mesmos?

Não somos um país Liberal ou Social-democrata, somos apenas um pais atrasado, preso a intervenções estatais absurdas que acabam sempre resumidas a um tiro no pé. Somos um país de achismos e discordâncias rasas cercados de espertos usurpadores e manipuladores da ingênua opinião pública. Afinal tenho que me convencer, tristemente, que tudo acaba sendo pelos R$0,20!


2 de agosto de 2013

Pensando sobre Violência 1



As fotos chocam e enojam, estampam a realidade cruel, desnorteante, seca e bruta. Leva-nos a raiva e a revolta. Faz emergir o sentimento de vingança, cruel e animal. Se roubou, cortem-lhe as mãos. Se matou, tem que morrem. Se queimou,  têm de ser queimado. Porque temos de ser humano com ele, se ele não foi comigo? (ou melhor dizendo - abaixo os direitos humanos!).

Os fatos, analisados racionalmente,  trazem a clareza da situação e nos fazem pensar porque, como, quando ... Cria a lógica no caos. Responde ao “e agora o que fazer?”.

A grande resposta que todos procuramos frente ao desespero desta violência cada vez mais absurda é – A PROBLEMA DA VIOLÊNCIA TÊM SOLUÇÃO, É POSSÍVEL RESOLVE-LO! Leva um pouco de tempo e devemos agir agora. Vamos nos informar, nos munir de dados que venham a criar uma visão crítica de todo este processo.  E por isso repasso algumas informações.

O índice de homicídio no Brasil permaneceu a mesmo de (26,2 mortes/100.000 hab) entre 2000 e 2010, sendo que em 2003 chegou a quase 29 mortes/100.000 hab (Isso mesmo, já foi pior!)
A taxa de homicídios da Bahia passou de 9,4 para 37,7 mortes/100.000 hab (a que mais cresceu!) e São Paulo, de 42,3 para 13,9 (a que mais diminuiu!). São Paulo deve estar fazendo alguma coisa de certo e a Bahia muita coisa de errado.

Pensando sobre Violência 2



Dois exemplos de como lidar com a violência - Nova Iorque e Bogotá, duas cidades em diferentes estágios sócio-econômicos. Entre 1993 e 2003 elas reduziram suas taxas de homicídio drasticamente. Nova Iorque reduziu de 14 para 4 mortes/100.000 hab e Bogotá de 70 para 30 mortes/100.000 hab (hoje a taxa de Bogotá é de 16,9 homicídio/100.000 hab – menor que a do Brasil, que é de 20,4 mortes/100.000 hab).

Algumas ações realizadas nessas cidades podem ser repetidas nas nossas  - atacar a corrupção policial; agilizar as decisões do judiciário; aparelhar a policia com tecnologia, priorizando os setores de inteligência; atuar com tolerância zero para os pequenos delitos (cortar o mal pela raiz!) e nos crimes de colarinho branco (um bom exemplo vale mais que mil palavras!) , compartilhar informações entre os órgãos de segurança estaduais e com outros países, e mapear áreas criticas para adoção de políticas emergências como lei seca a partir  das 11:00 hs e toque de recolher, dentre outras.

Tirar dos juízes o dever de fazer justiça e entregá-lo a própria população (via força policial), pedir mudança de leis que endureçam as penas (se as existente nem são cumpridas!), fechar os olhos aos direitos humanos (elas existem em nossas prisões?), achar que a pena de morte vai diminuir a violência (sem comprovação real da eficácia), clamar pelo surgimento de um ente salvador da pátria (como a volta dos militares ao poder) são ações que comprovadamente não trazem resultados, apesar de aplacarem nosso sentimento de revolta.

Vamos lutar pelas ações testadas e que geraram resultados concretos. Não podemos perder mais tempo!