11 de maio de 2015

Manifestações



Se grande parte da esperança estava depositada nas pessoas que hoje foram às ruas, a esperança morreu de vez. Sequer um cartaz contra a terceirização. E as cobranças por mais investigação na operação Zelotes? E a lista do HSBC? E este congresso retrógrado que está aí? E líderes da câmara e senado sendo investigados na Lava Jato? Nadinha sobre as pautas mais importantes?!?! Um povo que seleciona qual a boa e a má corrupção? E estes saudosistas do golpe militar? Da ditadura? E o povo tirando fotos e selfies com policiais? Com torturadores da ditadura? Jura que você deposita aí a sua esperança?
Sempre vi o copo meio vazio e realmente não tenho esperanças de que as coisas caminhem no rumo e na velocidade que deveriam ir. Entendo a economia como a união de um estado cada vez menor e uma sociedade vigilante e atuante, e neste sentido as manifestações sempre me trazem esperança, não pelos objetivos em si, mas pelo sentido democrático das mesmas. Miopia, ignorância, falta de visão ou deturpação de objetivos devem existir, simplesmente pelo valor do contraditório, porém virão acompanhados de ideias, posições, fervor politico (mesmo em excesso) - e não seria essa a essência da democracia que deveríamos enaltecer?
Algumas das pautas importantes estão acontecendo (e daí a existência dos confrontos e ideias). Já vemos alguns maus políticos de todos os partidos sendo punidos e a opinião publica se fortalece como um poder real. O desejo da melhoria na educação é uma unanimidade e se discordamos da forma, concordamos com o objetivo. Todos nos queremos um crescimento sustentável, uma diminuição nas desigualdades sócias, liberdade de opinião, menos violência e direitos assegurados.
Já a terceirização é um assunto mais complexo. Envolve flexibilização e direitos trabalhistas e, neste ponto, estamos muito atrasados em relação a economias desenvolvidas. A flexibilização é necessária para virarmos um pais moderno e rico, porém a transição deveria ser cuidadosa e bem discutida. Da forma que foi feita é perigosa e pode influir negativamente na Lei de Responsabilidade fiscal, e adeus nosso sonho de virar uma Coreia ou pelo menos um Chile.
Andamos para trás nestes quatro anos e Dilma jogou por terra tanto a estabilidade tucana quanto o resgate social petista. É a incompetência dilmista associada a insensibilidade social tucana, ao populismo lulista e o oportunismo dos demais. Ela conseguiu superar a todos!
E a solução? Um grupo suprapartidário de políticos e a sociedade civil organizada, desarmados de matizes ideológicas, com um plano de 20 ou 30 anos para nos tirar deste eterno atoleiro de pais mediano (ou medíocre). E isso só vai acontecer com a pressão da opinião pública. Talvez nossos netos consigam realizar!

22 de setembro de 2013

Um país medíocre!

O Brasil, como sempre, vem se mostrando um país medíocre, pois na melhor das hipóteses se encontra na média do mundo.

Vejo nossos governantes afirmando que o país vem melhorando nisso e naquilo. Que o PT fez isso, que o PSDB fez aquilo, que o PV plantou tantas árvores, que o DEM construiu tantos viadutos (mesmo sem acabá-los!), que o PSC vai resgatar os gays, que o PMDB fez tudo de bom (e roubou um pouquinho mais que os outros!). E que a REDE, de Marina Silva, vem aí pra salvar tudo e todos!

Somos um país instável (o oposto do que nos disse FHC!), somos um país sem credibilidade internacional (contrariamente do que pregava Lula!) e somos um país injusto socialmente e incapaz economicamente (diferente do que apresenta Dilma!).  A mais de vinte anos não temos um projeto de governo decente que sobreponha os interesses partidários para além da próxima eleição. Nossos governantes se apresentam como realizadores; se intitulam planejadores; se colocam como salvadores e, na verdade, são lobos travestidos que trabalham em proveito próprio.

Somos incompetentes, pouco criativos, com uma educação deficitária e somos acomodados; muito acomodados! Não vejo mudanças a médio prazo, não vejo planejamento, não vejo seriedade. Assisto pessoas desinformadas ou meio informadas com posições sem nenhum embasamento, sem saber de que ou como reclamar e exigir seus direitos.



Quanto ao que foi feito... O Brasil cresceu de 1980 até hoje na mesma velocidade que cresceu o mundo. E estamos na média do mundo ou até um pouco menos em renda per capita (daí o medíocre!). Se nos compararmos com Polônia, Argentina, Coréia, Chile e México, veremos que, em 1985, tínhamos uma posição superior a todos. Ao longo dos anos fomos ficando para trás.

Como estamos crescendo se estamos abaixo da média? Como estamos distribuindo renda se somos um dos mais desiguais do mundo e não estamos aproveitamos o “bônus do crescimento”? Porque concordamos com um estado interventor que beneficia os mesmos?

Não somos um país Liberal ou Social-democrata, somos apenas um pais atrasado, preso a intervenções estatais absurdas que acabam sempre resumidas a um tiro no pé. Somos um país de achismos e discordâncias rasas cercados de espertos usurpadores e manipuladores da ingênua opinião pública. Afinal tenho que me convencer, tristemente, que tudo acaba sendo pelos R$0,20!


2 de agosto de 2013

Pensando sobre Violência 1



As fotos chocam e enojam, estampam a realidade cruel, desnorteante, seca e bruta. Leva-nos a raiva e a revolta. Faz emergir o sentimento de vingança, cruel e animal. Se roubou, cortem-lhe as mãos. Se matou, tem que morrem. Se queimou,  têm de ser queimado. Porque temos de ser humano com ele, se ele não foi comigo? (ou melhor dizendo - abaixo os direitos humanos!).

Os fatos, analisados racionalmente,  trazem a clareza da situação e nos fazem pensar porque, como, quando ... Cria a lógica no caos. Responde ao “e agora o que fazer?”.

A grande resposta que todos procuramos frente ao desespero desta violência cada vez mais absurda é – A PROBLEMA DA VIOLÊNCIA TÊM SOLUÇÃO, É POSSÍVEL RESOLVE-LO! Leva um pouco de tempo e devemos agir agora. Vamos nos informar, nos munir de dados que venham a criar uma visão crítica de todo este processo.  E por isso repasso algumas informações.

O índice de homicídio no Brasil permaneceu a mesmo de (26,2 mortes/100.000 hab) entre 2000 e 2010, sendo que em 2003 chegou a quase 29 mortes/100.000 hab (Isso mesmo, já foi pior!)
A taxa de homicídios da Bahia passou de 9,4 para 37,7 mortes/100.000 hab (a que mais cresceu!) e São Paulo, de 42,3 para 13,9 (a que mais diminuiu!). São Paulo deve estar fazendo alguma coisa de certo e a Bahia muita coisa de errado.

Pensando sobre Violência 2



Dois exemplos de como lidar com a violência - Nova Iorque e Bogotá, duas cidades em diferentes estágios sócio-econômicos. Entre 1993 e 2003 elas reduziram suas taxas de homicídio drasticamente. Nova Iorque reduziu de 14 para 4 mortes/100.000 hab e Bogotá de 70 para 30 mortes/100.000 hab (hoje a taxa de Bogotá é de 16,9 homicídio/100.000 hab – menor que a do Brasil, que é de 20,4 mortes/100.000 hab).

Algumas ações realizadas nessas cidades podem ser repetidas nas nossas  - atacar a corrupção policial; agilizar as decisões do judiciário; aparelhar a policia com tecnologia, priorizando os setores de inteligência; atuar com tolerância zero para os pequenos delitos (cortar o mal pela raiz!) e nos crimes de colarinho branco (um bom exemplo vale mais que mil palavras!) , compartilhar informações entre os órgãos de segurança estaduais e com outros países, e mapear áreas criticas para adoção de políticas emergências como lei seca a partir  das 11:00 hs e toque de recolher, dentre outras.

Tirar dos juízes o dever de fazer justiça e entregá-lo a própria população (via força policial), pedir mudança de leis que endureçam as penas (se as existente nem são cumpridas!), fechar os olhos aos direitos humanos (elas existem em nossas prisões?), achar que a pena de morte vai diminuir a violência (sem comprovação real da eficácia), clamar pelo surgimento de um ente salvador da pátria (como a volta dos militares ao poder) são ações que comprovadamente não trazem resultados, apesar de aplacarem nosso sentimento de revolta.

Vamos lutar pelas ações testadas e que geraram resultados concretos. Não podemos perder mais tempo!

19 de julho de 2009

Minha casa, meu castelo!


O conceito de moradia como abrigo da natureza, refúgio último aos infortúnios da vida, remota ao surgimento das primeiras moradas fixas do ser humano. Ao deixar de ser nômade e ocupar as cavernas, o homem passou a estar protegido e proteger o seu bem maior: sua casa.
O logus humanus passa a ser referencial para a realização dos maiores sonhos do ser humano, para aventuras além fronteiras, para expansão dos seus limites; passa a ser o marco inicial para a satisfação do instinto básico da conquista: novas terras, novos mundos. Abrigar, preservar, planejar. De sua casa o homem parte para alcança o que é seu por direito. Progresso, família, conquistas. O futuro lhe pertence.

A casa é a base inicial. O alicerce necessário. E até hoje mantém as mesmas premissas, desde a pré-histórica. A Proteção da natureza - sólida, impenetrável, segura. A Base da família - aconchegante, agradável, tranqüila. O porto seguro – local de pensar, planejar, retornar.

Cada espaço, limitado por paredes ou aberto, separados ou interligados permanecem atendendo as mesmas funções.Essa distribuição permanece inalterada a milênios. Sala ou salâo – da interação familiar ao convívio social limitado aos seus. Quartos – da intimidade a dois à individualidade resgatada no isolamento opcional. Cozinha – da reserva alimentar ao preparo e nutrição.

Na evolução espiral da história fomos das cavernas aos castelos, passamos por casas e apartamentos e chegamos aos lofts, studios, aparts club residences, condomínios resorts, flex, duplex e tripex, services, all incusive, lounge, megas, softs e Uniqué. E nada mudou!

A maquiagem, os “novos conceitos” atendem a demanda do marketing comercial, necessária e alentadora. Podemos viver em apartamentos de 12,00 m2 e mansões de 2.000,00 m2, satisfeitos e plenamente atendidos. O uso as funções são imutáveis. Em linguagem de arquiteto – O programa é o mesmo.

- Lar, doce lar! - Daqui eu vejo o mundo, daqui me lanço. - Este espaço é meu e por isso tem de ter a minha cara. E cada cara é única, e cada espaço também. E assim deve ser...
Ou talvez tenha chegado a hora de rompermos as barreiras, criarmos novos conceitos, novos espaços, refuncionalizados e readequados ao novo homem uma nova forma de morar em um novo mundo que já esta aí.

As expectativas já existem, as propostas (mesmo que incipientes) começam a surgir. Aos pensadores, urbanistas e arquitetos... O desafio já foi lançado!